
NOTICIAS DO DIA
Cachoeira subterrânea no sul de São Paulo impressiona visitantes
Mais do que a cachoeira no sul do estado de São Paulo, é possível conhecer uma das últimas áreas preservadas de Mata Atlântica do país. É tanta beleza que fica difícil descrever.
Tamanho da letra
A- A+
Um pedacinho de São Paulo como você nunca viu. Vocês sabiam que existe uma cachoeira subterrânea no sul de São Paulo?
A desvantagem da cachoeira subterrânea é que não tem o sol depois.
Quando os primeiros portugueses chegaram no país, todo o litoral do Brasil era como mostra a imagem do vídeo. Hoje, só em parques é possível ter uma ideia da exuberância original da Mata Atlântica.
Caverna adentro, é possível encontrar obras de arte produzidas milímetro a milímetro durante milhões de anos. Obras que ainda estão em transformação.
“Fiquei impressionada com a grandiosidade da caverna”, diz uma jovem.
As cortinas, como são chamadas essas formações encantam não só pela beleza das formas, mas pela música que podem produzir. Mas só os monitores estão autorizados a tocá-las. É que por serem muito frágeis, as formações podem quebrar, como algumas destruídas em um período em que não havia controle no acesso à caverna.
Hoje é bem diferente. Equipamentos monitoram o número de visitantes e a temperatura do ambiente.
“O que nós queremos é garantir que essa visita aconteça com critérios para que não cause impactos negativos e a gente possa ter as futuras gerações usufruindo desse patrimônio”, conta o diretor do parque Fábio Leonardo.
Uma prova da importância desse patrimônio está na caverna Morro Preto, onde foram encontrados vestígios pré-históricos de ocupação humana.
”Os povos que habitavam a região há 4.200 anos atrás“, explica o monitor ambiental Hélio Lopes.
A caverna tem suas características voltadas para um tipo de visitantes. A de Ouro Grosso é a preferida para quem gosta de esportes radicais.
Pela a entrada já se consegue entender o porquê disso. É preciso quase se rastejar para começar esse passeio. A dificuldade para se locomover lá dentro também é grande.
“Foi difícil passar, mas eu estou aqui. É bem legal, ela é bem pequena e parece que tem bastante cara de caverna“, diz a estudante Estela Wizentier.
É só ter um pouquinho de coragem e tomar um banho na cachoeira. Uma delas é só para apreciar, mas para quem tem disposição, a dica é seguir rumo à Caverna Água Suja. O nome não tem nada a ver com a cor da água.
São 1.200 metros de trilha até a entrada da caverna.
“É muito gelado. O frio é demais. Mas fazer o que? Vale muito à pena”, conta a estudante Laura Máximo.
Já do lado de dentro é preciso encarar mais 800 metros de caminhada na escuridão, passando por muitos túneis e com água subindo.
“Não dá para parar. A emoção toma conta da gente e tem que chegar ao objetivo final que é a cachoeira”, diz um homem.
Para visitar as cavernas do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, o Petar, é preciso estar acompanhado por guia. Ninguém pode entrar nas cavernas sozinho.
Mesmo com esses cuidados, o parque sofre ameaças como o desmatamento e a exploração predatória. Na região, há várias mineradoras que retiram calcário e isso acaba provocando desmoronamentos nas cavernas, que são bastante frágeis.

Nenhum comentário:
Postar um comentário